O primeiro disco do Strokes não significou absolutamente nada pra mim. É um disco bom, com certas tiradas  interessantes, boas músicas e uma certa dose de criatividade. Mas ele não mudou em nada a minha vida musical. Eu não o rejeitei, mas também não o acolhi como a grande novidade musical da década. Eu gostei, comprei e ouço de vez em quando.

Mas entender este disco é mais ou menos como ensinar o povo jovem a sacar um pouco do rock. Talvez ele seja pra geração nascida entre 85 e 90 o que o Nevermind foi pra mim. A mola propulsora de um estilo de rock que não é dos mais chegados pra mim. Esse rock atual, de Kaiser Chiefs, Killers, Franz Ferdinand, Arctic Monkeys, não entra na minha parada. Mas eu respeito profundamente e mais ainda quem originou tudo isso.

Não, não foram os Stooges, apesar de eu saber que Iggy Pop fazia isso séculos atrás. Foram os Strokes. O visual retrô, os timbres setentistas, a bateria reta, o vocal sufocado, a produção bem feita pra deixar uma roupagem mal feita, tudo é parte do negócio esperto que os Strokes colocaram neste álbum honesto de 2001.

Então, se tem gente pulando na noite sem seguir a melodia, cantando alto refrões como "Everyday I Love You Less and Less", achando genial coisas como Bloc Party, esta evolução teve como ponto de partida os Strokes. E eu respeito os pioneiros.