Eu queria escrever sobre essa música há algum tempo, mas só agora eu consegui parar para colocar algumas linhas a respeito da única música que eu conheço da cantora desconhecida (pra meu bem, tomara que continue assim) Rosana Arbelo.

Mesmo eu não tendo a menor idéia sobre a carreira de Rosana, "A Fuego Lento" é impossível não conhecer. Parece que ela foi uma febre muito maior aqui em Porto Alegre do que em outras partes do país, não sei bem. E mais: nunca foi um grande sucesso radiofônico. Mesmo assim, nas pistas de boyzinhos e patricinhas de Porto Alegre, ela toca sempre.

Claro que como pós adolescente recente vivendo na capital gaúcha, não escapei a este fenômeno. E aqui escrevo sobre "A Fuego Lento" com a intimidade que essa música me deu nos últimos dez anos. 

Pra começar, "A Fuego Lento" é uma baita música. Claro que eu espero alguns comentários de gente dizendo que eu tô exagerando, mas sinceramente não ligo muito pra isso. Quem não gosta, é porque simplesmente não tem uma parte do corpo chamada cintura. Assim é essa música. Toca e logo atinge alguma parte do cérebro que ativa em doses gritantes o sentido de dançar. E dançar muito, até que ela acabe.

"A Fuego Lento" é uma levada latina constante, sem mudança de andamento, sem solo, apenas duas ou três respiradas e tacando o "fuego" até o final, com uma voz tipicamente latina e uma viola que anda na mesma direção o tempo todo. Uma fórmula fácil, uma música fácil, mas estranhamente enlouquecedora numa festa.

Portanto, "A Fuego Lento" é na minha opinião a música mais dançante de todos os tempos. É uma relação íntima e particular, assim como todas as opiniões desse blog. É ruim? Nada. É boa pra cacete, um convite de três minutos e pouco para tu esquecer da vida e for dançar. Se tu acha que isso queima teu filme, faça-me o favor de ter uma aula de como se divertir, valeu?